Os artistas e seus sonhos
derramam na rádio as próprias dores,
enquanto rabisco meus planos
à margem dos seus falsos amores.
Nunca precisei de um coração,
nem de sentir para existir.
Não é desprezo nem negação:
é ausência de fé no porvir.
Ausência de qualquer crença
no delírio do vazio.
Enquanto os homens romantizam
as ruínas do próprio engano,
o mundo cinzento continua —
silencioso, vasto e profano.
Patrick Pinheiro
11/10/2013

Exato rs amei o poema
ResponderExcluirMas tem uma cambada boa de poetas aê desromantizando o amor, inclusive são meus preferidos. Ficou bacana. Abraços.
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