Em uma noite chuvosa e quente,
percebo algo na minha janela —
como uma luz escura me observa,
como uma nuvem que me espera.
É ela.
É ela que me chama —
maldita melancolia.
Cala-te.
Sai de mim.
Não me deixa assim.
Algo se move no canto.
Eu juro — eu vi entrar.
Leve como um lenço no ar,
ela se espalha sem tocar.
Vejo o vulto se formando.
Sinto-o se aproximando.
Fria como a madrugada,
faz-me cair, sem defesa.
Um sono fundo me arrasta —
e algo em mim atravessa.
É ela.
A melancolia
me devorando.
Patrick
Pinheiro
14/02/13
achei interessante o texto
ResponderExcluirOlá,
ResponderExcluirParabéns pelo artigo,bem interessantes mesmo!
Sucesso!
Cuidado com a nóia meu irmão!
ResponderExcluirSempre encontro profundidade poética em seus versos.
ResponderExcluirAbraços
Mano você devia escrever um livro ^^
ResponderExcluirMuito interessante,
ResponderExcluirConcordo com o Juan, vc deveria escrever um livro.